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Terra Blog

04.09.08

Honestidade Pessoal

Em algum momento deixamos de perceber que as nossas contradições só existem quando fechamos os olhos para os nossos reais desejos.  Que as nossas angústias e nossas dores, quase sempre - advém de comportamentos nossos. Parece difíci entender, mas não o é.

Pressupondo que somos pessoas naturalmente boas - o que Freud discordaria com veemência -, com princípios éticos e com  nenhuma tendência a fazer o mal gratuitamente, a maioria dos nossos dilemas e culpas refere-se ao outro. Dificilmente nos questionamos sobre o quão sincero estamos sendo com nós mesmos. Esquecemos que, quando nos fazemos de desentendidos a respeito dos nossos próprios sentimentos e vontades, por tabela, não estamos sendo honestos com o nosso vizinho, marido ou amigo. E olhe que, na maioria das vezes, achamos que estamos agindo assim em benefício do outro. Que é melhor lidarmos com algumas doses de insatisfações, do que "decepcionar" quem tanto espera de nós. E assim, vamos sendo falsos com a nossa própria existência.

Não sabemos de onde surgem as dúvidas porque, há muito, elas deixaram de existir. Não entendemos porque tem um bichinho que nos incomoda quando, aparentemente, tudo está caminhando dentro do padrão de normalidade. Fechamos os olhos, censuramos os pensamentos e seguimos em frente, na esperança "sabe-se Deus de quê". Até que um dia a brincadeira perde a graça. Porque deixamos de ser quem somos. Porque limitamos o nosso querer. Porque, em alguma parte do nosso caminho, fomos traídos por nós mesmos.

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  • Postado em 17:35:22

03.09.08

MULHER DE TRINTA

categorias: Falam por mim

"Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza.

A mulher de trinta anos satisfaz tudo..."

(Honoré de Balzac).

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  • Postado em 10:50:15

02.09.08

INTERROGAÇÕES

categorias: Coisas Comuns

Até que ponto devemos sustentar a máxima de "não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você"? Será que isso sempre deve agir como verdade absoluta?

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  • Postado em 15:16:55

30.08.08

PARA DESCONTRAIR

categorias: Coisas Comuns

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  • Postado em 22:38:30

AS RAZÕES

Talvez não exista comportamento mais usual e banalizado do que o de emitir julgamentos sobre outras pessoas. Fazemos isso com freqüência. Julgamos porque somos constituídos por uma gama de valores e de idéias pré-concebidas que direcionam o nosso olhar e levam-nos a minimizar o objeto observado. Pode ser uma pessoa, um comportamento e, até, sentimentos alheios. Na maioria das vezes, eles não nos dizem respeito. Quase sempre, eles vão muito além do que a nossa vista consegue alcançar. Normalmente, estamos pouco preocupados com o que, de fato, possam significar.

Já há algum tempo, venho fazendo um exercício diário para evitar emitir opiniões a respeito de coisas que não tenho, de fato, muita propriedade para falar. Procuro observar, bem mais do que verbalizar. Entendo que as pessoas possuem uma gigantesca possibilidade de agir de uma única forma. Isso significa que, uma mesma ação, pode ser enxergada com bons olhos, ou não. Que um mesmo comportamento pode ser bom, ou mau, dependendo das razões que o motivaram. O que acontece é que, quase sempre, ninguém está verdadeiramente preocupado com as razões do outro. Ninguém está interessado nos "porquês". Peco um pouco ainda, é verdade. Peco mais comumente em emitir opiniões em forma de brincadeira. Uma espécie de diversão com a vida alheia. Uma diversão inofensiva, claro, mas completamente dispensável. Tenho consciência disso. Por outro lado, privo-me, completamente,  de fazer acusações ou de "achar que", quando as atitudes são extremas ou facilmente condenáveis pelos espectadores. Na verdade, comecei a desenvolver uma outra forma de encarar as coisas. Estou especializando-me, cada vez mais, em buscar entender as razões do outro, em levantar todas as hipóteses possíveis e imagináveis. Tento, com fervor, pensar em todas as razões (as conscientes e as inconscientes!) que possam fazer com que A ou B, tenha tomado uma atitude inesperada ou fora dos padrões da nossa tão conhecida normalidade. Exercício cansativo, este. Confesso. Trabalho árduo, principalmente, quando é a nossa própria vida que está inserida no contexto. Porque aí, a gente vai deixando os nossos "direitos" mas primários de lado. Porque a gente não se dá ao direito de ficar irritada, de bater a porta ou de emitir toda uma coleção de xingamentos, por mais ferida que a gente esteja. Porque, mais cedo ou mais tarde, quando a nossa temperatura esfria, a gente vai lembrar que "ó, existem razões!".

E tenho dito isso, sem nem saber porquê 

 

  • criado por  milimsilva criado por milimsilva
  • Postado em 22:19:11